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Debate Quinzenal: “Se o desemprego baixasse à velocidade que o Primeiro Ministro faz anúncios, nós não tínhamos desemprego”
Miguel Macedo lamentou a ausência de uma referência ao desemprego na intervenção inicial do Primeiro Ministro, e questionou os motivos que levam a que o combate ao défice não esteja a ser feito, de forma eficaz, pelo lado da despesa.

Miguel Macedo iniciou a sua intervenção no debate quinzenal com o Primeiro-Ministro, subordinado ao tema do desenvolvimento económico, lembrando que este tema ainda há poucos dias havia sido debatido, na Assembleia da República, por iniciativa do PSD. Questionando a intervenção inicial do Primeiro-Ministro, o líder do Grupo Parlamentar do PSD salientou que por um lado o Governo fala em eficiência energética, mas que as escolas abrangidas pelo programa de requalificação não procuram a maximização da eficiência. No que respeita ao QREN, Miguel Macedo referiu que a taxa de execução é muito baixa: “O Governo corre o risco de não conseguir concretizar tudo aquilo a que se tinha comprometido”, sublinhou.

Miguel Macedo acusou José Sócrates de ter reincidido nos anúncios e lamentou que não tenha tocado em aspectos importantes como o desemprego, a baixa do poder de compra e a quebra do investimento privado. Relativamente ao desemprego, o líder parlamentar ironizou: “se o desemprego baixasse à velocidade que o senhor faz anúncios nós não tínhamos desemprego”.

O líder parlamentar do PSD interveio também sobre as questões financeiras e económicas. Miguel Macedo lembrou que a execução orçamental, nos primeiros 5 meses, revela um comportamento positivo por parte da receita, mas não do lado da despesa. O deputado refere que a despesa primária aumentou 4%, quando se previa que fosse apenas de 1,9%, o que revela que o Governo não está a atacar o défice de uma forma séria do lado da despesa.

O social-democrata afirmou que o Governo não está a actuar da mesma forma que os restantes países que estão na mesma situação e questionou se o Primeiro-Ministro não acha “que é tempo do Estado dar o exemplo, acabando com Institutos, com gabinetes do Estado que significam despesa inútil, com gabinetes do Governo, com assessores, de fazer um esforço de emagrecimento, de contenção na despesa e de dar o exemplo”.

Na última ronda de questões, Miguel Macedo lembrou que na próxima semana a PT vai ter uma Assembleia Geral de extrema importância e questionou se o Governo deu o vai dar à Caixa Geral de Depósitos uma indicação de voto ou se pondera utilizar a golden share.

25-06-2010 Partilhar Recomendar
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